Setembro Amarelo: veja programação do mês de prevenção ao suicídio no DF

4 de setembro de 2018

Setembro amarelo é uma campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio, com o objetivo direto de alertar a população a respeito dessa realidade no Brasil e no mundo e suas formas de prevenção.

Acontece desde 2014, no mês de setembro, por meio de identificação de locais públicos e particulares com a cor amarela e ampla divulgação de informações por todos os meios de comunicação.

No Distrito Federal, além da campanha do Setembro Amarelo, existe a Semana Distrital de Valorização da Vida, instituída pela Lei 5.611/2016, de autoria do deputado Cristiano Araújo (PSD). É realizada desde o ano passado na semana que compreende o dia 10 de setembro, Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio.

A lei distrital estabelece diretrizes e mecanismos para o poder público e a população atuarem na prevenção do suicídio, além de levar à reflexão e a conscientização sobre esse tema, com o propósito de dignificar a vida, contrapondo ao aumento do índice de suicídios.

Cristiano chama a atenção para a importância de o DF ter sido pioneiro na instituição de instrumento legal e de mobilização da sociedade tão importante como essa data. “É fundamental não só para Brasília, mas para todo o país, onde o tema do suicídio não só é tabu como o Estado, infelizmente, não tem políticas públicas eficientes para combater esse mal, que ceifa tantas vidas diariamente”.

A Semana tem como diretrizes, entre outras, alertar a população sobre como identificar e diagnosticar possíveis suicidas; promover encontros com especialistas na área para debater o assunto e elaborar e distribuir cartilhas didáticas para órgãos públicos, capacitando servidores para lidar com pessoas que tenham pensamentos suicidas.

Na data, são realizadas palestras, debates, seminários, audiências públicas, esclarecimentos, campanhas publicitárias e distribuição de folhetos informativos e explicativos sobre o assunto.

Segundo estudo realizado pela Unicamp, 17% dos brasileiros, em algum momento, pensaram seriamente em dar fim à própria vida e, desses, 4,8% chegaram a elaborar um plano para isso. Na maioria das vezes, no entanto, é possível evitar que esses pensamentos suicidas virem realidade. Hoje, no Brasil, 25 pessoas morrem por dia vítimas do suicídio.

Veja matéria do portal de notícias G1, sobre a programação do mês de setembro, feita pela Secretaria de Saúde do DF.

Seis hospitais receberão eventos de valorização da vida. Capital registrou 695 tentativas no 1º semestre; saiba como prevenir

Confira

O projeto “Setembro Amarelo” foi lançado nesta sexta-feira (31) pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal. O mês foi escolhido para que o governo impulsione os trabalhos de prevenção ao suicídio, um problema mundial de saúde pública – em 10 de setembro, é celebrado o Dia Mundial da Prevenção ao Suicídio.

Neste mês, os hospitais de cada região do DF vão receber eventos de prevenção ao suicídio e valorização da vida.

Veja a agenda:

  •  6 de setembro, às 9h: Hospital Regional de Planaltina (HRP)
  •  11 de setembro, às 9h: Hospital Regional da Asa Norte (Hran)
  •  17 de setembro, às 9h: Hospital Regional do Paranoá (HRPa)
  •  20 de setembro, às 14h: Hospital Regional de Santa Maria (HRSM)
  •  24 de setembro, às 9h: Hospital Regional de Taguatinga (HRT)
  •  24 de setembro, às 9h: Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib)
  • Os eventos vão trabalhar com um tripé de objetivos de valorização da vida: elevação de autoestima, realização de hábitos saudáveis e o fortalecimento de vínculos.

“A gente precisa de mais relacionamentos”, destaca a especialista em inteligência emocional Nádia Rossi. Ela explica que é importante apoiar, escutar e incentivar realizações em pessoas que estejam com comportamento “triste e desesperançoso”.

Os vínculos com amigos e parentes, na visão da especialista, permitem que a pessoa com quadro de depressão possa fazer autoavaliação e reconheça a necessidade de um tratamento.

Para a diretora de saúde mental da secretaria de Saúde, Giselle Silva, o suicídio precisa ser divulgado de forma “delicada e com a intenção de prevenção”. “Nós precisamos, sim, falar de suicídio, mas de uma forma correta e com orientação”, afirma.

Centros de atenção

O Distrito Federal registrou 695 tentativas de suicídio no primeiro semestre de 2018 – em média, um caso a cada 6 horas. A Secretaria de Saúde não soube informar se os dados representam um aumento ou uma diminuição em relação ao mesmo período do ano passado.

Pessoas que precisam de ajuda no DF podem recorrer a um dos 18 Centros de Atenção Psicossocial (veja a lista completa), onde profissionais auxiliam os pacientes e oferecem internações.

‘As pessoas não querem morrer, querem acabar com a dor’, diz psicóloga do Samu.

Também é possível conseguir ajuda pelo telefone. Desde julho, as ligações para o Centro de Valorização da Vida (CVV) passaram a ser gratuitas em todo o Brasil. Basta ligar para o número 188.

O CVV é uma associação civil sem fins lucrativos que trabalha com prevenção ao suicídio, por meio de voluntários que dão apoio emocional a todas as pessoas que querem e precisam conversar. Eles recebem treinamento adequado e não precisam ter formação em psicologia. Todas as ligações são sigilosas.

Média alta

A cada 40 minutos, uma pessoa tira a própria vida no Brasil. O país registrou 10.575 casos em 2016, segundo o Ministério da Saúde. A pasta pretende diminuir as taxas de suicídios no país em 10% até 2020.

Os especialistas divergem em relação aos processos que podem levar ao suicídio. Para o psicanalista Mário Corso, é “uma cilada” ligar todos os casos de suicídio à depressão.

Karina Okajima Fukumitsu, psicóloga e suicidologista, acredita que o suicídio é o ápice do que ela chama de “processo de morrência”, em que a pessoa “já está se sentindo desgostosa da vida, sem sentido, e vai definhando existencialmente”.

Os especialistas concordam que cada caso tem sua subjetividade própria e que todos envolvem uma série de fatores. O tratamento, tanto com remédios psiquiátricos quanto com psicoterapia, leva tempo para surtir efeito.

Fonte: Portal de notícias G1

Foto: Caps/Reprodução



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